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terça-feira, 4 de março de 2014

Ensaio sobre educação!

Ensaio sobre educação!




A todo instante vejo escolas publicas e privadas, de ensino infantil, fundamental, médio ou universitário investindo fortemente em inovações, quase sempre da área da tecnologia da informação, aplicadas à educação.
Não estou falando de investimentos pequenos não, abaixo listo alguns exemplos:
  1. Veja AQUI que em 2012 o governo anunciou a compra de 600 mil tablets para escolas públicas fazendo um investimento de R$ 180.000.000,00.
  2. AQUI o governo da Paraíba investiu em 2013 R$ 19.000.000,00 (adivinha em que?) em compra de tablets para os alunos da primeira sério e professores do ensino médio.
  3. Em 2012 o governo de Pernambuco também anunciou a compra de 156 mil unidades do classmate da intel. Veja AQUI.

É fato que se cada estudante tivesse o seu tablet em mãos, conectados à Internet, muita coisa interessante poderia acontecer: 1) o governo poderia distribuir livros no formato digital para os seus alunos reduzindo custos operacionais e complexidades logísticas; 2) os livros poderiam ser atualizados frequentemente com novos conteúdos e novas formas de conteúdo sem a necessidade de "redistribuição" de nova versão e/ou inutilização daquele livro já adquirido. 3) os alunos poderiam fazer pesquisas paralelas, no seu ritmo sobre aquilo que esta sendo ensinado; 4) ou ainda, com as ferramentas certas, o ensino do aluno poderia ser individualizado.

Contudo não podemos esquecer que isto requer também investimentos em outras áreas, que de fato, não vejo acontecendo: 1) infraestrutura de redes de comunicação em banda larga em todo o Brasil e principalmente nas escolas; 2) forma mais ubíqua da utilização do tablet; 3) investimento em redes de manutenção desses aparelhos e rápida reposição para os alunos, uma vez que viraria o principal objeto na sala de aula; 4) conteúdos digitais apropriados; 5)  softwares educacionais capazes de individualizar o processo educacional para cada aluno, à sua velocidade ao seu modo; 6) investimento no treinamento de professores para entender e aplicar a tecnologia da maneira mais adequada.

Ou seja, há um grande caminho a ser percorrido e a necessidade de um programa para conseguir colocar tudo isto "de pé".

Mas será que é esta a única forma de fazer educação? Não há outra?

Mesmo com os investimentos altos em hardwares para a área da educação vimos em 2013 o Brasil ser o 58 de 65 países participantes do PISA (veja AQUI ou no documento oficial do PISA AQUI) o que me faz acreditar que os investimentos feitos em "tecnologia educacional" são mais "pirotecnia" do que de fato vontade de fazer melhor a educação. Isto só me faz acreditar que o caminho para uma educação melhor em um país tão grande e com realidades sociais e econômicas tão diferentes não pode iniciar em investimentos ou estratégias focadas em tecnologia de informação para educação.

Veja o caso da Finlândia, 1o lugar do PISA em 2009 e agora 10o em 2012! Você acha que eles conseguiram isto como? Com tecnologia da informação aplicada à educação? Lógico que não. Será talvez que suas crianças ficam em tempo integral nas escolas e se comprometem com os estudos de forma única? Também não é isso. Então o que é?

Investimento no professor! Este é o segredo. Simples não? Veja AQUI este artigo já anuncia "Todos os professores públicos na Finlândia tem mestrado". 

Então vamos dar mestrado para todos os professores no Brasil! Seria ótimo, mas não resolveria a situação. O caso não é tão cartesiano assim e precisa de uma ação mais sistêmica. Vamos continuar a falar da Finlândia.

Lá os professores são "considerados", o salário é bom, há o respeito pelo profissional, e, pasmem, há crianças que QUEREM ser professor quando crescer. E ser professor por lá é profissão tão nobre que chega a ser concorrida.

Os professores, em sua formação, são avaliados/treinados em sala de aula a todo instante. Cada aula é super planejada antes da sua execução e depois é avaliada por meio de comitês (aplicação direta do PDCA na educação) na qual novas formas de ensinar podem ser introduzidas.

Quer saber mais sobre a educação na Finlândia? Então assista à esses vídeos de um pesquisador de Harvard que mostra como funciona a educação da Finlândia. São 4 vídeos no total.









 Lógico que também este país conta com outras dimensões bem resolvidas, por exemplo, não há crianças passando fome por lá, a estabilidade econômica e a igualdade social das famílias tendem a garantir um ambiente favorável ao desenvolvimento educacional das crianças entre outros. Mas temos que começar por algum lugar.

E se no Brasil o investimento em tecnologias de informação fosse focado em professores (que são em número bem inferior do que os alunos) para formá-los, integrá-los, associá-los em prol da construção de um esforço educacional de planejamento único para todas as escolas? E se houvesse investimento na melhora dos salários e plano de carreira para os professores? E se os cursos de licenciaturas fossem levados tão a sério quanto os cursos de direito e medicina no Brasil com direito a "exame da ordem" e fechamento de universidades que não cumprem o mínimo para a formação do professor? Será que desta forma não seria mais fácil de construir uma educação mais efetiva?

Talvez esses professores associados pudessem ter ideias como a abaixo mostrada para construir suas aulas:



Ou ainda conseguiriam estruturar os conteúdos curados que já estão disponíveis na Internet ,(conteúdo esta virando commoditie) como o youtube.edu, para realizar as suas aulas!

Bom, sei que escrever ideias em um blog é mais fácil do que executá-las, mas seria um bom começo se todos nós passássemos a discuti-las com maior seriedade. Principalmente em ano de eleição!


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